Filha de paciente denuncia situação crítica e de abandono no Hospital Tarcísio Maia

Corredores lotados, calor e matagais em áreas próximas ao atendimento de pacientes. Essa é a situação do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, na região Oeste do RN. O portalnoar.com.br foi procurado para denunciar o caso. Em imagens cedidas à reportagem, a acompanhante de um paciente de 99 anos, que estava com pneumonia e que foi internado em 31 de janeiro, relatou os cenários encontrados na principal unidade hospitalar do Oeste do RN.

Na denúncia, Maria Helena mostra pacientes aguardando ou sendo atendidos em macas nos corredores. “É um verdadeiro abandono com a população que precisa dos serviços do SUS. A situação é muito crítica”, narrou.

Ainda de acordo com ela, na chegada ao hospital, o seu pai ficou na maca da ambulância do município de Ipanguaçu, de onde eles partiram em busca do atendimento. “Eu só consegui que ele fosse para a UTI depois de muita briga e com uma medida judicial”, explicou.

Em outro trecho do vídeo, a mulher mostra duas áreas com matagais. Segundo ela, o mato contribui para a proliferação de mosquitos e outros animais. Além disso, ela retratou o calor nas instalações do hospital. “Os ventiladores não dão conta do calor. É um abandono total”, pontuou.

Maria Helena ainda criticou a gestão da unidade hospital de Mossoró. “Eu estou velando meu pai neste momento por causa do descaso. Eu sei que a situação dele era complicada, mas ele foi tirado da UTI sem ter condições. Eu vi isso quando ele foi tirado. A direção foi muito rude no atendimento. São vidas humanas que estão sendo tiradas por falta de assistência”, reclamou.

Em contato com o portalnoar.com.br, o diretor do hospital, Eliezer Laurindo da Silva, reconheceu a situação dos corredores cheios e disse que a administração busca soluções para o problema. “Estamos conscientes do tamanho do problema. É algo que tem solução, mas que não se resolve de uma hora para outra”, explicou.

O médico destacou ainda que está no cargo há apenas um mês e que já conseguiu reduzir o número de pacientes atendidos nos corredores da unidade. “Há cerca de 15 dias esse número era bem maior. Estamos conseguindo transferir para outros hospitais e também para nossas enfermarias. E também estamos conseguindo realizar algumas cirurgias que estavam pendentes”, disse.

“Nós temos um impasse em relação às cirurgias traumatológicas e fica impactando o recebimento no pronto-socorro. Nesta semana, não temos material para cirurgias, mas na outra daremos continuidade”, acrescentou.

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