Prática de atividade física é fundamental para saúde e qualidade de vida do idoso

A prática de atividades físicas é fundamental para a manutenção da saúde e para a melhora da mobilidade e da capacidade funcional dos idosos. Para Sandra Souza, professora da Ecofit Club e especialista no trabalho com a Terceira Idade, é fundamental que as academias estejam preparadas para recebê-los e contem com profissionais capacitados para este atendimento.

“Os benefícios para os idosos são inúmeros, como melhora da capacidade cardiovascular, da composição corporal (controle de peso) e do equilíbrio (prevenção de quedas); prevenção e controle de doenças, como diabetes, hipertensão, dislipidemia e osteoporose; aumento da massa muscular; e, ainda, promoção da interação social”.

Segundo a especialista, o idoso deve praticar atividades físicas de duas a três vezes por semana. Para conseguir atendê-lo de forma eficiente e segura, as academias devem fazer algumas adaptações em suas estruturas físicas, contando com elevador, corrimão e rampas, por exemplo, e ter profissionais capacitados para o trabalho com este público, que estejam aptos a desenvolver um programa de exercícios adequado, criando um ambiente acolhedor.

“As atividades mais indicadas para a Terceira Idade são aquelas de baixo impacto, como hidroginástica, musculação, caminhada, dança e alongamento. Por estar em processo de envelhecimento, as estruturas ósseas, articulares e musculares do idoso estão enfraquecendo, o que gera dores, causadas pelo desgaste natural. Os exercícios fortalecem estas estruturas, prevenindo e tratando a dor”, explica Sandra.

O idoso que pratica atividade física tem menores riscos de desenvolver doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, depressão, demências e alguns tipos de câncer. Além disso, o exercício pode retardar o desenvolvimento de doenças mentais e a incapacidade funcional.

Para Sandra, a prática das atividades contribui para a melhora da qualidade de vida justamente por controlar o aparecimento de doenças e as dores, causando, consequentemente, uma diminuição no uso de remédios. Com a melhora da capacidade funcional, o idoso tem mais independência para realizar as tarefas diárias. “O convívio social também é fundamental para a autoestima”, diz a educadora física.

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