Opinião: Meu voto é livre, o seu é?

De repente,  olhando as escaramuças do período eleitoral, fico pensando no voto do povo, diversificado,  explorado,  conspirado, como se ele (o voto) pudesse ser colocado nas prateleiras das mercadorias.

Fui refletindo sobre ele (o voto) e cheguei à conclusão de muitas coisas. Quais os critérios na escolha de um candidato? Dinheiro? Influência? Capacidade? Na cabine, o critério de cada eleitor  será a medida de sua capacidade de escolher.   

O voto também é uma conquista.  E uma conquista não se realiza com agressões. O povo às vezes não vota em quem gostaria de votar.

O mundo dos enganadores é  muito vasto. Há muito medo com roupagem de gratidão. Quando os ricos querem representar os pobres, o que passa pelas suas cabeças? O sofrimento e a pobreza dos seus eleitores?

O voto é uma arma. Pena que a vítima é quem o utiliza. O voto trocado por dinheiro dá ao “eleito” a doce ilusão de que ele não tem obrigação com ninguém. Para ele o voto foi uma mercadoria.   

A política às vêzes, é como o circo. Nela há palhaços,  malabaristas, mágicos. E muita gente para puxar o tapete. 

  o povo encontra uma resposta: sacode a poeira e dá a volta por cima. O voto é como o amor. Só presta livre. O meu voto é livre. O seu é?

*Gilvan Rodrigues Leite (Gestor Público e Ambiental aposentado).