Artigo & Opinião: Qual a cor de sua bandeira?!

A semana foi marcada por muitas convenções partidárias relacionadas as eleições municipais. Na minha cidade, assim como em tantas outras do interior do Brasil, o ano eleitoral que elege prefeitos e vereadores é ano de luta travada para quem quer o poder, ou para quem quer se manter nele. A cidade se divide, famílias se dividem, pessoas se desrespeitam, e as cores determinam de que lado se está. Sempre foi assim!

Apesar de vivermos tempos diferentes, a política local ainda é baseada em processos arcaicos, onde o povo é tratado como propriedade de candidato “A” ou “B”.  A quem culpar por ainda vermos o povo sendo tratado como gado dentro de um curral? Há tempos atrás eu culparia o próprio povo por não saber votar, ou por se deixar manipular, ou por se fazer moeda de troca. Hoje, tenho convicções diferentes, acredito que o povo se torna refém não de um grupo político, mas da necessidade de conseguir um emprego, um status, uma oportunidade de vida melhor, ou um sacolão de alimentos no início do mês. O primitivo instinto da sobrevivência se sobressai e assim muitos seguem na vida calando, levantando bandeiras e correndo atrás de pessoas que, ocasionalmente, só querem o seu voto.

Normalmente, é fácil apostar quem ganha o jogo político nas cidades do interior. Ganha quem já está ganhando e perde que já está perdendo, quando o contrário acontece a sociedade tem a oportunidade de experimentar o novo, de saber se é melhor, ou pior, mas o povo se satisfaz com pouco, com migalhas e não se permite o direito de escolher. “Algemado” e sem voz, segue a saga da submissão.