Assembleia homenageia Sociedade dos Cegos em sessão solene

cegoA Assembleia Legislativa prestou homenagem nesta sexta-feira (4) à Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte (SOCERN). A sessão solene foi proposta pelo deputado Jacó Jácome (PMN) em comemoração aos 19 anos da instituição filantrópica.

“A Assembleia Legislativa abre hoje as suas portas para parabenizar e reconhecer todos os méritos e importantes serviços prestados pela SOCERN, instituição que cumpre exemplarmente o seu papel de promover e defender os direitos dos deficientes visuais”, disse o parlamentar.

Jacó Jácome ressaltou a importância do Projeto de Lei de sua autoria que institui o passe livre para pessoas com deficiência no sistema de transporte público intermunicipal. “Aqueles que moram na capital ou no interior poderão transitar pelo Estado de forma gratuita com a aprovação dessa proposta”, frisou. O Projeto de Lei tramita atualmente na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social da Assembleia.

Ainda sobre sua atuação para inclusão social, Jacó Jácome fez menção à lei, também de sua autoria, que tornou obrigatória a emissão de contas públicas em Braille e comentou que em breve a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) irá adotar o sistema de leitura. “A presidência da Caern me assegurou que até o final de setembro as faturas do órgão passam a ter leitura em Braille”, comemorou.

Após o seu discurso, Jacó fez a entrega de uma placa comemorativa ao presidente da SOCERN, Ronaldo Tavares da Silva, que agradeceu a homenagem da Assembleia e fez um apelo aos parlamentares presentes na sessão pela criação de uma comissão especial permanente de direito das pessoas com deficiência.

De acordo com Ronaldo, o Rio Grande do Norte apresenta mais de 6900 pessoas com cegueira total ou baixo campo de visão. O presidente da SOCERN pediu celeridade na apreciação do Projeto de Lei do passe livre intermunicipal e enalteceu a iniciativa do deputado Jacó Jácome. “O projeto vai garantir a respeitabilidade, inclusão social e o direito inalienável de ir e vir”, concluiu.