Sistema de Deliberações Remotas da ALRN é apresentado a casas de SP e SC

O Sistema de Deliberação Remota (SDR) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte foi apresentado, na tarde desta quinta-feira (1º), a representantes das assembleias de Santa Catarina e São Paulo. As duas casas legislativas entraram em contato com o Parlamento potiguar em busca de mais informações sobre a ferramenta, considerada pioneira no país. Durante o encontro, servidores da ALRN tiraram dúvidas e mostraram como é o funcionamento do SDR, desenvolvido 100% pela equipe da Casa.

No encontro, representaram a Assembleia de Santa Catarina o coordenador das Comissões, Leonardo Lorenzetti, e a chefe da Secretaria da Comissão de Finanças e Tributação, Renata Cunha. Pelo parlamento paulista, os gestores legislativos Felipe Gomes e Roberto Ferreira, o analista legislativo Caio Silveira, o coordenador de Divisão Rogério Uchina, o assessor de tecnologia Fábio Paim, e o diretor de TI, Frederico Bortolato. Já pela ALRN, o diretor de Gestão Tecnológica, Mário Sérgio Gurgel, o coordenador de Desenvolvimento de Sistemas, Berg Freire, e a chefe de gabinete da Diretoria Legislativa, Samya Bastos, participaram da discussão.

A explanação inicial sobre a ferramenta ficou a cargo de Berg Freire, que mostrou como o SDR tem facilitado todo o processo legislativo, desde a formulação das proposições até as deliberações em plenário. O servidor da ALRN detalhou e mostrou como a ferramenta era utilizada, expondo como os parlamentares e assessores faziam a alimentação dos arquivos e a própria votação.

“Com a ferramenta, o parlamentar, por exemplo, fica com acesso imediato a todos os documentos, pauta de votação, não sendo necessário sequer que um assessor traga algo para ser analisado”, explicou Berg Freire.

Mário Sérgio Gurgel explicou que o tablet utilizados pelos deputados são a ferramenta necessária para a participação em todas as atividades em plenário, estejam presente ou não ao palácio José Augusto. Ele explicou como foi realizado o treinamento de parlamentares e assessores. Para ele, a facilidade de utilização do SDR colaborou para a maior participação dos parlamentares em plenário.

“É um instrumento de participação do deputado em qualquer local que ele esteja. Com o tablet à mão, ele utiliza em qualquer local, seja plenário, comissões e qualquer outra atividade”, explicou Mário Sérgio. “Encontramos uma solução juntos, explicamos as necessidades e elas foram contempladas para facilitar os seus processos legislativos”, complementou Samya Bastos.

O fato da ferramenta ter sido desenvolvida 100% pela equipe da ALRN, sem a contratação de qualquer empresa terceirizada, surpreendeu positivamente os participantes dos demais estados, que enalteceram a iniciativa e elogiaram a funcionalidade do sistema.

“É um trabalho incrível que vocês estão desenvolvendo. Não conheço todas as assembleias do país, mas acho que esse sistema é o mais avançado. Nós temos um sistema, mas vocês conseguiram trazer uma usabilidade formidável, desenvolvendo a partir das demandas dos setores. Estão de parabéns”, disse Renata Cunha, da Alesc. “É uma tecnologia que nos interessa bastante”, disse Leonardo Lorenzetti, da Alesc. “É um show de desenvolvimento. Estamos adorando a plataforma e depois passaremos um feedback”, disse Fábio Paim, assessor de tecnologia da Alesp.

Segundo Mário Sérgio Gurgel, assim como a ALRN firmou um termo de cooperação para o Legis RH com a Alesp, a Casa também se coloca à disposição para fornecer a tecnologia do SDR aos parlamentos de outros estados.

“Um sistema desse tamanho é sistema demandaria de dois a três anos para desenvolvimento, mas com nossa equipe, colocamos em funcionamento com oito meses e tivemos que aperfeiçoar devido à pandemia. A votação remota, que virou permanente, tivemos que fazer em prazo que não demorou um mês. Foi fundamental a união de todos os setores, Diretoria Legislativa, Comissões, Plenário, que passaram suas demandas e a TI faz a ferramenta para atendê-los. É orientação do próprio presidente, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), fazer a cooperação com as demais casas legislativas”, explicou Mário Sérgio.