Maternidade referência para alto risco em Natal tem 7 bebês à espera de UTI neonatal e diretor reconhece ‘colapso’

Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

A Maternidade Escola Januário Cicco, que é referência para atendimento de gestantes de alto-risco em Natal, contava com 26 mulheres em seus corredores e sete bebês à espera de uma UTI neonatal no início da tarde desta quarta-feira (24). A direção da unidade reconheceu que o hospital universitário está em “colapso” e solicitou o “desvio” da regulação para outras unidades do estado.

No fim de semana, a unidade que é ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte e conta com 130 leitos estava com cerca de 200 pacientes.

Desde terça-feira (23), a Secretaria Estadual de Saúde está desviando casos de gravidade para outras maternidades da região metropolitana. Em reunião na manhã desta quarta (24), a unidade solicitou manutenção da suspensão por mais 48 horas, o que foi acatado pelo estado.

“Estamos em uma situação complicada, porque além da demanda espontânea que chega à urgência da maternidade, nós temos a regulação, que encaminha pacientes para nós. Temos que redesenhar esse fluxo de encaminhamentos, porque a gente colapsou. Nós somos um prestador de serviço e cabe ao estado do Rio Grande do Norte atender à rede materno-infantil”, afirmou o superintendente.

Ainda de acordo com Murilo, a unidade já não tem mais berços, macas e pontos de oxigênio suficientes para a quantidade de pacientes.

A secretária adjunta de Saúde do RN, Maura Sobreira afirmou que, de forma emergencial, o estado está mandando os pacientes para o Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal e vem negociando a ampliação de seis para 10 leitos de UTI neonatal no Hospital da Polícia Militar.

A secretária ainda disse que o estado vem buscando adquirir materiais para ampliação da rede de assistência materno-infantil em Macaíba e São José de Mipibu, na região metropolitana da capital, e nos municípios de Caicó e Pau dos Ferros.

“A gente fez essa suspensão a pedido do superintendente e estamos buscando alternativas. De forma imediata serão essas 72 horas e nesse período estaremos ajustando os fluxo para que o Santa Catarina tenha a capacidade otimizada. A unidade de lá também passa por dificuldade de lotação, mas é importante que a gente construa arranjos de forma dialogada com a Secretaria Municipal de Saúde e o hospital federal, porque as gestantes precisam de resposta imediata e cabe aos entes garanti-la”, afirmou.

G1 RN