Inaugurados Centros de Conciliação na Comarca de Macaíba e nos Juizados da Zona Sul de Natal

A inauguração virtual dos serviços do Centro Judiciário de Soluções de Conflito (Cejusc) na Comarca de Macaíba e também nos Juizados Especiais do Complexo Judiciário, na Zona Sul de Natal.

Participaram dessa cerimônia virtual, autoridades representantes dos poderes Judiciário, Executivo, em nível estadual e municipal; além de instituições da sociedade civil, como a OAB/RN. No início da solenidade, o magistrado Felipe Barros da Comarca de Macaíba falou da alegria em estar participando da inauguração do Cejusc nessa comarca. E ressaltou que esse é um serviço que “auxiliará o processo de solução de conflitos na comunidade local”.

Felipe Barros agradeceu aos participantes do evento pela colaboração, em especial ao presidente do TJRN e da gestão atual, como também da anterior, que “trouxeram grandes esforços para viabilizar e instalar os trabalhos do Cejusc em Macaíba”

A juíza Daniella Simonetti (acima), coordenadora estadual do Cejusc no TJRN, falou da satisfação trazida por essa inauguração, uma vez que ela “fornece instrumentos eficazes para a busca da melhor solução de conflitos surgidos entre as partes, especialmente em questões de menor porte”. É, portando, mais um serviço do tribunal que é disponibilizado para a população do estado, acrescenta.

Em seguida, a magistrada Sulamita Pacheco (abaixo), coordenadora dos Juizados Especiais do RN, chamou atenção para o grande volume de processos nos Juizados. Ela alertou que a situação atual, de crise econômica, indica que o percentual de causas nos juizados deve ter aumento significativo em um futuro breve, decorrente, por exemplo, da inadimplência de parte da população e de pequenos empreendimentos. Ela salientou, neste sentido, a importância de mecanismos de triagem de processo, que possam oferecer vias extraprocessuais para a solução dos conflitos.

Por fim, o presidente do TJRN, desembargador Vivaldo Pinheiro (acima no início da notícia), ressaltou que tanto o Cejusc como os Juizados Especiais têm a conciliação como princípio, visando o objetivo maior de diminuir a judicialização das causas. E frisou que o Cejusc pode contribuir para diminuir a antiga cultura de “brigar na Justiça”, para, aos poucos, instituir uma consciência voltada para soluções conciliatórias das demandas.