Deputado do RN paga “mico” em nível nacional

O deputado estadual Albert Dickson (PROS) vem se notabilizando pela pregação negacionista em entrevistas que viralizam na Internet.

Ontem ele foi desmentido por espalhar sem qualquer comprovação científica que a nova cepa da cvid-19 provoca hepatite.

O Jornal O Estado de São Paulo verificou com especialistas que desmentiram as falas de Dickson num canal de Youtube que foram amplamente divulgadas pelas redes bolsonaristas.

Político do RN faz conexão insustentável entre novas cepas e hepatite para defender ‘tratamento precoce’”, foi a manchete.

Dickson é defensor do uso da ivermectina remédio cujo uso indiscriminado pode levar a hepatite medicamentosa. Na sua fala ele tenta dizer que a nova cepa tem atingido o fígado, mas o especialista Raymundo Paraná, ouvido pelo “Estadão”, explica que desde o início o novo coronavírus causou danos ao fígado como você pode conferir no trecho abaixo:

De acordo com o médico infectologista e livre docente pela Universidade de São Paulo (USP) Roberto Focaccia, cientistas já observam que a covid-19 pode causar danos ao fígado desde o início da pandemia e isso independe das mutações. Um estudo com pacientes admitidos em hospitais em Nova York durante o mês de março de 2020 já indicava anormalidades nas enzimas hepáticas de pacientes hospitalizados com a doença.

A gravidade e as características de novas cepas como a de Manaus, também conhecida como P1, ainda não foram detalhadas com clareza, segundo Focaccia. Já o médico hepatologista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Raymundo Paraná aponta que cerca de 20 a 40% dos pacientes hospitalizados por covid-19 apresentam alterações no fígado. Ele destaca que, até o momento, não há evidências na literatura científica de que novas cepas têm uma ação mais contundente sobre esse órgão específico.

O docente também contesta um trecho em que Dickson afirma que “antigamente, a cepa primeiro atingia os rins” e agora “atinge primeiro o fígado”. De acordo com Paraná, não há qualquer indicação de que as novas mutações do SARS-CoV-2 sejam menos agressivas aos rins. “Ao contrário, o que se observa atualmente é um número aumentado de pacientes que requerem hemodiálise durante a internação”, pontua.

A reportagem informa que Albert Dickson não retornou aos contatos.

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