Covid-19: “Segunda onda de contágio segue aberta”, indica especialista do RN

“Segunda onda de contágio segue aberta”, indica especialista do RN. Foto: Ney Douglas

A pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Norte continua batendo recordes trágicos. Já são quase 6 mil mortes registradas no total, sendo 2.996 apenas nos primeiros cinco meses de 2021, segundo os dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Em meio aos decretos que flexibilizaram as medidas restritivas, a fila de espera por leitos de UTI Covid também continua alta.

Dentro deste contexto, o professor do Departamento de Física da UFRN e membro do Comitê Científico do Nordeste, José Dias do Nascimento, indicou que a segunda onda de contágio segue aberta no Estado. “A primeira foi contida por isolamento social através de decretos”, pontuou.

Conforme a imagem abaixo, disponibilizada pelo especialista, a série histórica de solicitações por leitos de UTI no RN teve o primeiro ponto alto entre abril e julho de 2020. A segunda onda, que segue aberta, começou em fevereiro deste ano.

“A questão é agora é que a pandemia está avançando letal e dissimulada. É como fogo debaixo das folhas, onde por cima não se vê fogo. Esta figura nos fala sobre esse nível muito alto de solicitação de leito, que permanece alto desde fevereiro de 2021 (acima dos níveis de 2020). A consequência disso é o aumento da fila de pessoas aguardando UTI, que somente cresceu em maio”, informou o professor.

Atualmente, o Governo do Estado e prefeituras do Vale do Açu e região Central potiguar discutem a publicação de um decreto com medidas mais restritivas para a localidade, por causa do aumento de casos de Covid-19. O movimento segue o exemplo da região do Alto Oeste, que solicitou a ampliação das restrições por causa do aumento de casos e óbitos na região.

O aumento no número de casos e a ocupação dos leitos críticos, entre 90% a 100% nos últimos dias, tem feito os gestores procurarem medidas mais duras. “Em 4 de março de 2020, eu falei que o ‘toque de recolher não funcionaria’ e agora essa regionalização de decretos também não será o remédio necessário. Irá abrandar em algum nível. Porém, não trará uma margem segura”, afirmou José Dias. “Natal é muito representativa para estes números, para a estatística de contágio”.

Fonte: Agora RN