Biólogo potiguar encontra caixas que seriam de navio alemão afundado durante Segunda Guerra Mundial em praia do RN

O biólogo e professor potiguar Rodrigo Soares encontrou na manhã desta segunda-feira, 12, na Praia de Graças, em Touros, litoral norte potiguar, caixas que seriam de um navio alemão afundado durante a Segunda Guerra Mundial, que durou entre 1939 e 1945. Imediatamente, ele fez registros e postou em uma rede social dando mais detalhes a respeito das caixas que já tinham aparecido no litoral nordestino em 2019.

Segundo pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC), as caixas misteriosas que apareceram em praias do Rio Grande do Norte, e também em outros estados da região Nordeste, são de um navio alemão que naufragou no litoral nordestino.

A descoberta foi feita pelos cientistas enquanto investigavam a origem das manchas de óleo que surgiram no litoral do Nordeste.

Aos poucos, outras pessoas na publicação foram relatando também terem encontrado estas caixas em praias potiguares. De acordo com pessoas que comentavam na postagem, também foram vistas caixas em outra praia de Touros, em Natal e também na praia de Búzios, em Nísia Floresta. História Segundo o Labomar, o cargueiro foi afundado em 1944.

Os sobreviventes conseguiram sair em pequenos botes, depois desembarcaram em Fortaleza e foram presos na 10ª Região Militar. O navio foi encontrado em 1996, a cerca de 5.700 metros de profundidade. Para dar respaldo ao levantamento histórico, os pesquisadores fizeram então uma simulação numérica computadorizada. Nessa simulação, são liberadas partículas a partir do lugar onde o navio afundou.

O resultado mostra que essas partículas chegam exatamente ao litoral nordestino, reforçando a tese de que a antiga embarcação é a fonte das caixas vistas em várias praias desde o fim de 2018. Outro item que ainda está sendo pesquisado e pode fornecer mais informações sobre a origem do material são as cracas encontradas nas caixas.

Cracas são crustáceos que vivem em alto mar e vão se prendendo às superfícies que ficam à deriva. “Isso é um indício de que as caixas vieram de alto mar e não de um local próximo à costa. Pelo tamanho das cracas, é possível saber há mais ou menos quanto tempo elas estão presas nas caixas.

Ainda estamos aprofundando esses estudos de crescimento das cracas, mas elas estão lá há pelo menos três ou quatro meses, que é o tempo durante o qual essas caixas devem estar flutuando, pois as cracas só ficam na superfície”, descreve o Prof. Luis Ernesto Bezerra, também responsável pelo estudo. Também está sendo analisado o DNA das cracas, para saber de onde essas espécies são.

Agora RN