Guedes deixa de ser unanimidade entre analistas do mercado financeiro

(crédito: Isac Nobrega/PR)

Com a credibilidade em baixa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não tem a mesma força do início do governo. Isso é cada vez mais consensual entre economistas ouvidos pelo Correio. Entre operadores do mercado financeiro, o ministro deixou de ser unanimidade. 

O rol de promessas não cumpridas é tão grande que Guedes já virou motivo de piadas e memes nas redes sociais, apesar de ainda ter um séquito de adoradores, como o presidente Jair Bolsonaro.

O chefe da equipe econômica não conseguiu arrecadar R$ 1 trilhão com privatizações, fazer reformas estruturantes, como a administrativa e a tributária, e um novo pacto federativo, até hoje não detalhado. Tudo isso era para ser entregue no primeiro ano de governo, com a reforma da Previdência. Nesta semana, até Guedes admitiu estar frustrado com a falta de resultado nas privatizações.

Na avaliação de analistas, sem ter o que mostrar, ele partiu para ameaças, como a desastrosa frase de que o país voltaria para hiperinflação, que provocou uma onda de críticas. Há um problema concreto com a dívida pública bruta do país, que pode chegar, neste ano, a 100% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar insustentável para um país emergente — e para o qual Guedes ainda não apresentou solução.

Correio Braziliense