Geração sem trabalho nem estudo bate recorde na pandemia, diz FGV

Porcentual de jovens entre 15 e 29 anos da chamada geração “Nem-Nem” atingiu o maior número desde 2012

Jovens sem instrução, mulheres, negros, nordestinos e chefes de família são os mais atingidos
REUTERS/AMANDA PEROBELLI –

A pandemia fez a chamada “geração nem-nem” —, parcela de jovens entre 15 e 29 anos que não estuda nem trabalha — bater recorde histórico em 2020, segundo pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social) divulgada nesta semana.

O levantamento mostra que no segundo semestre de 2020 esse porcentual foi de 29,33%, o maior desde o início da série iniciada em 2012. No segundo semestre do ano passado, o porcentual de jovens sem emprego nem estudo recuou, mas ainda assim ficou em 25,5%, o equivalente a dizer que um quarto dos jovens brasileiros terminou o ano sem trabalho nem escola.

O menor porcentual já registrado na pesquisa, 20,76%, ocorreu durante o ano de 2014.

Menor índice foi registrado em 2014 e recorde foi batido na pandemia

Menor índice foi registrado em 2014 e recorde foi batido na pandemia

REPRODUÇÃO/ FGV SOCIAL

Segundo o economista Marcelo Néri, diretor da FGV Social e responsável pelo levantamento, o estudo mostra a alta vulnerabilidade dos mais jovens em tempos de crise.

“Estes choques podem deixar marcas permanentes, o chamado efeito-cicatriz, sobre a trajetória de ascensão social de toda uma geração”, diz no estudo.

Portal R7