Deputada quer médicos da linha de frente e empresários no comitê científico

A deputada estadual Cristiane Dantas (Solidariedade) propôs na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte alterar a composição do comitê científico do Estado que aponta diretrizes e embasa os decretos do Governo durante a pandemia da Covid-19. Ela também sugeriu que as reuniões do grupo sejam obrigatoriamente transmitidas por TV ou internet. Hoje o comitê é formado em sua maioria por cientistas da Universidade Federal do RN (UFRN).

 “A sugestão é ampliar o comitê científico com representantes que estão na linha de frente, como em hospitais públicos, hospitais privados, como a Sociedade Brasileira de Infectologia, também o Sindicato dos Médicos. Então, uma representatividade onde nós possamos ter uma discussão maior”, disse Cristiane.

Além de indicar atribuições específicas, o projeto de lei também sugere a composição do colegiado com 14 membros, com representação dos poderes federal, estadual e municipais, além da sociedade civil. Ainda segundo o PL, a distribuição se dará da seguinte forma: 2 representantes do Governo do Estado, sendo um profissional de saúde atuante no enfrentamento à pandemia; 2 representantes da Federação dos Municípios (Femurn); 2 representantes da UFRN, sendo um do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais); 1 representante da Secretaria Municipal de Saúde de Natal; 1 representante do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde; 1 representante do Conselho Regional de Medicina; 1 representante do Sindicato dos Médicos; 1 representante dos hospitais públicos; 1 representante dos hospitais privados; 1 representante da Sociedade Brasileira de Infectologia; 1 representante da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

A deputada destacou a importância da participação científica no comitê e explicou que a propõe ampliar a discussão para que sejam ouvidas as outras partes envolvidas. A expectativa da deputada é que a matéria possa tramitar em regime de urgência, quando no processo Legislativo se dispensa a tramitação normal.

“As pessoas que estão na linha de frente têm uma vivência diferente de quem está dentro de uma universidade, sem tirar o seu conhecimento científico. Que o projeto seja amplamente debatido e corrigido em algumas lacunas”, afirmou Cristiane.

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