Vereadora trans de Niterói deixa o Brasil depois de ameaças contra a vida

Benny Briolly (Psol), 1ª vereadora transexual eleita em Niterói, na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, anunciou nesta 5ª feira (13.mai.2021) que “precisou sair temporariamente do país por conta de ameaças a sua integridade física”. O anúncio foi divulgado pela equipe da vereadora no perfil oficial do Twitter.

Na rede social, a equipe disse que em dezembro de 2020, antes de ser empossada, Benny já sofria ataques preconceituosos. Não é de hoje que políticas negras, travestis, mulheres, LGBT+ e defensoras dos direitos humanos sofrem com a violência política”, publicou.

Uma das ofensas aconteceu nas redes sociais. De acordo com a equipe de Briolly, “um e-mail citando seu endereço exigia sua renúncia do cargo; caso contrário iriam até sua casa matá-la. Além disso, Benny recebeu comentários em suas redes sociais desejando que a metralhadora do Ronnie Lessa a atingisse.

Ronnie Lessa, policial militar reformado, é um dos suspeitos de participar do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista Anderson Gomes.

O Psol considerou a “medida de tirar Benny do país drástica e incompatível com o Estado democrático”. Ao Poder360, Benny disse que “a orientação da Justiça Global, da Anistia Internacional e de outras instituições internacionais de direitos humanos é não prestar declarações sobre o assunto por uma questão de segurança”.

Poder 360