Unidade Prisional de Santa Catarina tem 84% das detentas diagnosticadas com covid-19

Presídio recém inaugurado de Ituporanga; surto de Covid-19 ocorre entre detentas da unidade prisional Foto: Divulgação/Deap

Inaugurada há pouco mais de um mês, a Unidade Prisional de Ituporanga, cidade de 25 mil habitantes no Alto do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, registrou um surto de Covid-19 entre as detentas. Segundo o Departamento de Administração Prisional (Deap) há 54 casos confirmados da doença entre as 64 detentas.

Em nota, o órgão informou que as internas com diagnóstico positivo estão estáveis e receberam atendimento de saúde. As outras 10 estão isoladas. Até o dia 20 de março, a unidade não receberá nenhuma nova presidiária.

Do sistema prisional de Santa Catarina, composto por 29 mil pessoas, entre servidores, funcionários e internos, há hoje, de acordo com o Deap, 276 casos ativos de Covid-19, sendo 36 servidores e 240 presos. O Deap afirmou também, em nota, que nenhum servidor da unidade de Ituporanga está com sintomas da doença.

De acordo com o presidente da Associação dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos de Santa Catarina (AAPSS), Ferdinando Gregório, as internas de Ituporanga são as últimas do sistema prisional do estado a saírem de prisões mistas para uma exclusivamente feminina.

“Foi uma luta nossa acabar com as unidades prisionais mistas, e as presas em Ituporanga foram as últimas a sair desses locais”, conta Gregório.

O presidente da AAPSS explica que não houve testagem entre os agentes por conta dos protocolos seguidos no estado, de realizar o teste apenas em pessoas sintomáticas. Os agentes, de acordo com Gregório, estão trabalhando de máscara, face shield e existe álcool gel disponível para higienização das mãos.

Também é obrigatório o uso de máscara pelos detentos em todo o sistema em atividades externas em conjunto (como banho de sol) e quando há atendimento de funcionários nas celas. “Estamos cobrando rigorosamente para que não exista falta desse material, o que nunca mais ocorreu depois da metade de 2020”, garante Gregório.

Fonte: Época