Servidora é afastada após possível fraude em aplicação da vacina de Covid-19 em idosa de 97 anos em Maceió

O que parecia ser um “marco histórico” para a família de uma idosa de 97 anos, moradora de Maceió (AL), se tornou motivo de imensa indignação. A avó da advogada Andréa Lira Maranhão foi levada para tomar a vacina de Covid-19 nesta quinta-feira (28/1), após mais de 10 meses em isolamento. Mas, em pouco tempo, a comemoração pela imunização deu lugar ao sentimento de revolta. Isso porque a profissional de saúde responsável pela aplicação do imunizante apenas colocou a agulha no braço da paciente, mas não injetou o líquido.

A servidora foi afastada do cargo pela prefeitura da capital alagoana.

Segundo Andréa, a avó sempre teve uma vida muito ativa, mas, por causa da pandemia, teve que ficar em casa, seguindo as medidas sanitárias implementadas contra o novo coronavírus. Animados com a liberação do início da vacinação do grupo prioritário em Maceió – pessoas acima dos 85 anos –, nesta quinta, os familiares decidiram levar a idosa para ser imunizada.

Por causa da grande movimentação nos postos de vacinação, a família só conseguiu que ela fosse atendida no terceiro lugar em que foram. Até então, parecia que tudo estava correndo bem, mas o desespero apareceu quando os familiares viram o vídeo do momento em que a idosa “foi vacinada”.

Nas imagens, feitas pela cuidadora da idosa, é possível ver o momento em que a profissional de saúde insere a ponta da agulha, mas rapidamente retira a seringa, sem que o líquido fosse injetado. Perplexa com o que viu, Andréa decidiu exigir explicações e pediu que a avó fosse imunizada de verdade.

“A cuidadora filmou e, quando mandou o vídeo comemorando, percebemos que a injeção não havia sido aplicada. A gente ficou indignado. As autoridades estão tomando conhecimento”, disse a neta.

Erro

Segundo Andréa, a coordenadora da equipe que atua no local em que a avó “recebeu a vacina” reconheceu que houve um erro e, depois disso, ela própria injetou o imunizante na idosa – dessa vez, de forma correta. “Esse trabalho não é festa. É para proteger as pessoas mais fragilizadas. E se ela viesse a falecer?”, desabafa a advogada.