No Rio de Janeiro, aumento da fome resulta em fila gigantesca por refeição

Uma verdadeira multidão de pessoas, quase todas apenas em busca de um prato de comida, tem lotado um dos principais pontos do Centro do Rio de Janeiro, quase que diariamente, em busca de sobrevivência. E por sobreviver, não estamos tratando de conceitos filosóficos, mas de algo bem tangível: a fome.

Ao contrário do que se possa pensar, na enorme fila que faz com o local fique parecendo uma batalha zumbi, não estão só moradores de rua, mas também quem foi duramente impactado pela pandemia, e que acabou ficando sem qualquer fonte de renda. O resultado: uma dura realidade de ainda mais pessoas expostas ao extremo da vida.

E nessa grande “aglomeração”, como muitos poderiam dizer, não há “negacionistas”, termo que se tornou popular para classificar aqueles que são contra as medidas de isolamento, mas a infindável fila que se espalha pelo Centro da capital fluminense, está repleta de pessoas atrás de apenas uma coisa: o alimento.

E os números retratam o cenários de caos social que começa a se espalhar com a pandemia. Foram 19 milhões com fome no ano passado, ou 9% dos brasileiro

s, a maior taxa desde 2004, há 17 anos, quando essa parcela chegou a 9,5%. E quase o dobro do que havia em 2018, quando o IBGE identificou 10,3 milhões de brasileiros nessa situação.