Jovem perde a filha de 5 meses para a covid-19: ‘Protejam suas crianças’

Sarah Vitória Domingues Góis, de apenas 5 meses, faleceu na madrugada de ontem por complicações da covid-19.

Em entrevista ao UOL, a mãe da menina, Sameque Vitória Góis, de 22 anos, conta que, apesar de ter nascido em um parto prematuro, a filha era um bebê muito saudável, sem nenhuma comorbidade, até que no dia 27 de abril foi acometida por uma infecção urinária. Após alguns dias internada, a criança começou a apresentar os primeiros sintomas do vírus.

“Como moramos na Praia Grande, corremos com ela até a Casa de Saúde, onde ela acabou ficando internada. Porém, quatro dias depois, eu percebi que ela estava começando a apresentar sintomas gripais”, detalha Sameque.

A dona de casa conta que, em um primeiro momento, os profissionais não realizaram o teste de covid-19 em Sarah, que havia sido diagnosticada com bronquiolite, uma infecção dos bronquíolos pulmonares que acomete com mais frequência crianças com menos de 2 anos.

Mas, no dia 6 de maio, a própria Sameque começou a sentir os primeiros sintomas do que achou que fosse uma gripe. Piorando muito depressa, ela acabou decidindo fazer o teste para a covid-19. O resultado, que só saiu no dia 10, foi positivo.

“Foi só depois disso que fizeram o teste para covid na minha bebê. Eu, no fundo, não acreditava que ia dar positivo. Eu achava que criança não pegava, que não dava em bebês. Mas eu estava enganada. O teste também deu positivo”.

Da Casa de Saúde de Praia Grande, a menina teve que ser imediatamente transferida para o Hospital Infantil do Gonzaga, em Santos, onde ela passou uma semana internada na enfermaria. Mas, apesar dos esforços das equipes médicas, seu quadro foi piorando.

“Ela tinha febre alta, de 40 graus e apresentava uma anemia muito forte. E ela ainda teve um pneumotórax, e teve que passar por uma cirurgia de urgência, para que colocassem drenos nos pulmões para retirar o ar. Ela quase já não conseguia mais respirar”.

O pneumotórax ocorre quando há uma lesão da pleura dos pulmões e o ar que deveria estar apenas no interior do órgão, começa a vazar para a cavidade torácica.

Logo após a cirurgia, Sarah começou a apresentar alguma melhora, mas quatro dias depois, os drenos pulmonares pararam de funcionar e os médicos tiveram que realizar outra intervenção, desta vez para realizar uma traqueostomia.

Fonte: UOL Notícias