Hospital materno-infantil do sul da Bahia adota o uso de redinhas para bebês internados em UTI

O Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, cidade do sul da Bahia, adotou o uso de redes, que são usadas como incubadoras, no tratamento de bebês, internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. As redinhas acolhem os bebês como se eles estivessem no útero da mãe e a unidade médica já comprovou clinicamente que os resultados são bem positivos.

Luana Silva acompanha o filho, que está internado na maternidade neonatal, após nascer prematuro. Lian Silva vem recebendo atenção semi-intensiva, porque o quadro dele apresentou evolução.

A mãe de Lian acredita que o tratamento humanizado com o uso de redes dentro das incubadoras está fazendo a diferença na recuperação do filho.

“Ele come na caminha, ele desce para baixo, ele se agita, ele arranca a sonda e na rede não, ele fica quietinho”, disse Luana Silva.

A ideia das redinhas não é nova. Foi trazida para o Hospital Manoel Novaes pela coordenadora da UTI neonatal há uns 10 anos, quando ela viu ser aplicada no Hospital Santa Joana, em São Paulo.

As redes são inspiradas na cultura indígena. Dentre tantos benefícios, mantêm os bebês mais calmos. A pesar de todos os benefícios da técnica, nem todos podem ir para as redes.

Atualmente só três dos 21 bebês internados na unidade médica passam por esse tipo de fisioterapia.

“O paciente tem que estar monadicamente estável, tem que está com a estabilidade clínica. Então, a gente faz a avaliação dos pacientes mais prematuros, abaixa o peso e ai aplica a técnica”, explicou a fisioterapeuta Mirele Antunes.

G1 BA