Deputada Alê Silva é retirada de avião pela PF em Confins

A deputada federal Alê Silva (PSL-MG) foi retirada pela Polícia Federal (PF) de dentro de um avião, na manhã desta terça-feira (25/5), no aeroporto de Confins, na Região Metropolitana, de Belo Horizonte, por ter se recusado a passar por uma inspeção de bagagem.

Segundo a BHAirport, concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, durante o processo de inspeção dos pertences de mão da deputada foi identificado um item proibido para ingresso em Área Restrita de Segurança e a bordo de aeronaves, sendo necessário o encaminhamento para a inspeção física da bagagem. 
Segundo a nota, Alê Silva não concordou com o processo – norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – e se dirigiu para a área de embarque do aeroporto antes da finalização do procedimento de segurança. 

A parlamentar, que é apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, se encaminhou para a aeronave, mesmo sendo alertada pela companhia aérea de que não estava autorizada.

Já no interior do avião, ela foi chamada pela Polícia Federal e conduzida novamente ao canal de inspeção, onde foi retirado o item proibido (segundo a deputada, uma tesoura infantil), e ela foi liberada. 

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, Alê afirma que foi chamada pela atendente do aeroporto de “miliciana” e “genocida”. 

Segundo a deputada, a mala tinha sido aberta para uma “revista aleatória”. 

Ainda de acordo com a nota, após o embarque, a parlamentar realizou uma ligação para seu chefe de gabinete, para que entrasse em contato com a Delegacia da Polícia Federal do aeroporto de Confins para explicar o ocorrido. Segundo ela, a PF não atendeu ao telefone.

Nesse meio-tempo, dois policiais federais “adentraram na aeronave e com muita truculência fizeram a deputada descer do avião e levar a mala até o local de revista”, informa o comunicado de Alê Silva.

A nota ainda afirma que foi encontrada uma tesoura cor de rosa, que a deputada acreditou ser de sua filha. “Depois de indagada, a adolescente disse que não, sendo que a deputada então desconhece como que a tesoura foi parar lá”.

Estado de Minas