Com mais 2.922 vítimas, Brasil se aproxima das 330 mil mortes por covid-19

O Brasil confirmou, nesta sexta-feira (2/4), mais 2.922 mortes por covid-19, totalizando 328.206 óbitos pela doença desde o início da pandemia. Com médias móveis em altos patamares, a probabilidade é de que o país encerre a semana epidemiológica 13 com recorde de fatalidades pela sexta vez consecutiva. A previsão é de que os números se mantenham lá em cima até, pelo menos, meados de abril.

Faltando um dia para fechar a semana epidemiológica, o Brasil já acumulou 17.656 novas fatalidades nos últimos seis dias, apenas 142 registros a menos do que toda a soma de atualizações da semana 12. Desde o fim de fevereiro, o país fecha os balanços semanais batendo recorde de novos óbitos.

As unidades de terapia intensiva (UTIs) lotadas e filas de espera por um leito na casa dos milhares indicam que a situação deve continuar se agravando a curto prazo, mesmo com as medidas restritivas intensificadas na maior parte do país.

“É importante lembrar que as medidas de restrição de mobilidade, adotadas nos últimos dias por diversas prefeituras e estados, ainda não produziram efeitos significativos sobre as tendências de alta de todos os indicadores que vêm sendo monitorados”, observa o último relatório do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No boletim, os pesquisadores indicaram que todas as unidades federativas brasileiras, com exceção do Amazonas e de Roraima, estão com mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI, o que indica níveis críticos de funcionamento. “A incapacidade de diagnosticar correta e oportunamente os casos graves, somada à sobrecarga dos hospitais, num processo que vem sendo apontado como o colapso do sistema de saúde, tem elevado a letalidade da doença, dentro e fora de hospitais”, explica o grupo.

Correio Braziliense