Anvisa decide hoje sobre uso da CoronaVac e da vacina de Oxford

foto: Nelson Almeida/AFP

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária se reúne, a partir das 10h, para decidir sobre os pedidos de uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19. O Instituto Butantan, que produz a CoronaVac em parceria com o laboratório chinês Sinovac, solicita a liberação da aplicação de 6 milhões de doses do imunizante. O outro pedido é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para uso de 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca, importada da Índia.

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, anunciou que, caso a decisão da Anvisa seja favorável, a vacinação estadual começará amanhã. O número total de mortes provocadas pela covid-19 no país subiu para 209.296, incluindo 1.050 novos casos fatais registrados entre sexta-feira e ontem, informou o Ministério da Saúde.

O secretário de Saúde de São Paulo falou sobre o possível início da vacinação no estado durante entrevista, ontem, à rádio CBN. “Se tiver tudo ok, na segunda-feira teremos o nosso programa realmente implementado. É importante a gente lembrar que o fato de São Paulo iniciar eventualmente antes a vacinação não quer dizer uma desobediência do programa nacional de imunização. Muito pelo contrário, eu pessoalmente estive no ministério para inserirmos a vacina no programa nacional de imunização. Para nós, é uma alegria democratizar e permitir que todos os brasileiros, pelo menos grande parte no momento, tenham acesso à vacina”, disse Jean Gorinchteyn.

No Brasil, os estados e o Distrito Federal têm autonomia para realizar campanhas locais de imunização, desde que os imunizantes tenham autorização da Anvisa. O Ministério da Saúde, porém, recomenda que as unidades da Federação sigam as diretrizes do Plano de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19.

Correio Braziliense