Sindicalistas protestam em frente ao BC por redução da taxa de juros e queimam boneco de Campos Neto

Centrais sindicais promoveram nesta terça-feira (20) um protesto em frente ao prédio do Banco Central (BC), na Avenida Paulista, em São Paulo, na região central da capital, pedindo redução na taxa básica de juros. Durante o protesto, os sindicalistas queimaram um boneco que representava Roberto Campos Neto, presidente do BC.

O grupo levou bandeiras e um carro de som, ocupando a calçada em frente ao edifício. Um cordão de policiais militares impediu a aproximação dos manifestantes da entrada do prédio.

Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, a atual taxa básica de juros, de 13,75% ao ano, reduz a oferta de empregos, ao tornar os incentivos no mercado financeiro mais interessantes do que na produção.

“O trabalhador se prejudica em duas questões, na minha opinião: no emprego, porque com a taxa de juros alta não há investimento na produção, então, ele é desempregado. Com juros altos ele não pode comprar”, disse, comentando que o crédito mais caro também reduz o poder de compra da população.

Para o sindicalista, é preciso haver um equilíbrio entre a manutenção da atividade econômica e o controle da inflação. “Muita rigidez na questão da inflação, você acaba também levando o país a uma recessão. Então é fundamental que os técnicos entendam que momento nós estamos passando”, acrescentou.

O Comitê de Política Monetária Banco Central começa nesta terça-feira (20), em Brasília, a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. A perspectiva, indicada na ata da última reunião, em maio, é que não haja cortes nos juros. Nesta quarta-feira (21), ao fim do dia, o comitê anunciará a decisão.