Seis municípios do Rio Grande do Norte mudaram de prefeito em menos de um ano

A eleição municipal em todo o Brasil ocorreu em outubro de 2020 e os eleitos tomaram posse no dia primeiro de janeiro de 2021.

Passado menos de um ano da posse, seis municípios norte-rio-grandenses mudaram os seus gestores, sendo que apenas um, no caso Guamaré, no litoral norte, registrou uma nova eleição, uma vez que o eleito em 2020, Hélio de Mundinho, foi considerado inelegível pela justiça eleitoral e em seu lugar assumiu o seu sobrinho Artur Teixeira, legitimamente eleito em eleição que ocorreu nos primeiros dias de novembro do ano passado.

Outro município que teve a substituição do prefeito eleito em 2020, foi Canguaretama, também por decisão judicial. A justiça eleitoral entendeu que a chapa Wellinson Dantas Ribeiro e Maria de Fátima Moreira estava inelegível e decretou o afastamento do titular, empossando o então presidente da Câmara Municipal de Canguaretama, Wilson Dantas Ribeiro, irmão do prefeito afastado.

Em Porto do Mangue, a mudança do Chefe do Executivo foi ocasionada por afastamento do prefeito reeleito Sael Melo. Ele foi afastado em três oportunidades, mas continua tentando retornar ao cargo que atualmente vem sendo ocupado pelo seu companheiro de chapa, o vice-prefeito Francisco Faustino. A justiça tem negado os recursos até hoje apresentados por Sael.

O último afastamento do prefeito titular de Porto do Mangue aconteceu no dia 3 de novembro, agora por 120 dias, que vencerá no dia 2 de fevereiro próximo.

Em outros três municípios, a mudança do prefeito eleito aconteceu por decisão dos titulares. No município de Barra de Maxaranguape, o prefeito reeleito Luiz Eduardo Bento da Silva oficializou a sua renúncia no dia 22 de dezembro com validade a partir do primeiro dia de janeiro de 2022. Luiz Eduardo antecipou o seu desligamento do Executivo daquele município para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e em seu lugar já assumiu a vice-prefeita Maria Ester que ficará prefeita até o final de 2024.

Já nos municípios de Rodolfo Fernandes e João Dias, ambos na região Oeste, o afastamento definitivo do prefeito eleito se deu por decisão pessoal do prefeito eleito. O prefeito Francisco Wilson Monteiro, conhecido por Lilito Monteiro, de Rodolfo Fernandes, bateu o recorde em rápida permanência do cargo. Ficou apenas 13 dias. Empresário bem-sucedido, Lilito pediu afastamento do cargo no dia 14 de janeiro, por 90 dias, alegando problemas de saúde, mas nem deixou vencer o seu licenciamento e no dia 4 de março renunciou ao cargo de Prefeito e em seu lugar assumiu o seu vice, Flávio Morais.

Em João Dias, o prefeito Marcelo Oliveira se afastou temporariamente do cargo no mês de maio e já em julho apresentou à Câmara Municipal o seu pedido de renúncia. Em seu lugar, o Legislativo oficializou a posse da nova prefeita Damária Jácome de Oliveira, que permanecerá no cargo até o dia 31 de dezembro de 2024. Em João Dias, o pai da nova prefeita Damária, vereador Laete Jácome é o presidente da Câmara Municipal.

Blog Túlio Lemos