Exportações crescem 50,9% no Rio Grande do Norte

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As exportações potiguares registraram alta de 50,9% nos doze meses de 2021, com total de US$ 514,1 milhões em vendas, ao se comparar com o mesmo período de 2020 (US$ 340,7 milhões), segundo dados da balança exterior divulgados pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern).

Em 2021, o saldo da balança comercial potiguar foi de US$ 180,3 milhões, que é a diferença entre exportações e importações ao longo de 12 meses. No ano passado, segundo o levantamento da Fiern, o setor produtivo potiguar importou US$ 333, 7 milhões.

O principal produto exportado pelo Rio Grande do Norte foi o óleo diesel (fuel oil), que somou US$ 182,6 milhões em vendas. A produção de melões está em segundo lugar na tábua de exportações, com o registro total de US$ 109,8 milhões. O terceiro posto foi ocupado pelas melancias, cujo valor final ficou em US$ 37,9 milhões. 

A venda de lagostas foi uma das surpresas de 2021. A produção saiu dos US$ 6 milhões, registrados em 2020, para os US$ 16,7 milhões do ano passado.  Os valores sãos os maiores registros desde 2004. 

“Embora o óleo diesel tenha sido o produto que mais impactou nesse resultado, pelo seu considerável valor absoluto, muitos dos produtos tradicionais da pauta também apresentaram crescimento importante”, observa  gerente do  Centro Internacional de Negócios, Luiz Henrique Moreira Guedes. 

A Singapura foi o principal destino do óleo diesel potiguar, a Holanda é a tradicional porta de entrada para frutas na União Europeia, enquanto os Estados Unidos abriram mercado diversificado para peixes, lagostas, entre outros produtos.

Os dados e a análise do desempenho do estado foram feitos pelo Centro Internacional de Negócio (CIN) e Mais RN Digital, que integram o Sistema FIERN. A plataforma traz informações sobre o comércio exterior e é publicada mensalmente.

Outro destaque de 2021 foi a retomada na exportação dos tecidos de algodão. O setor registrou o maior valor de exportação desde 2018. 

As importações do RN em 2021 cresceram 85% em relação a 2020. A China forneceu 40,6% do total importado, tendo equipamentos de energia eólica e módulos e painéis fotovoltaicos como principais itens, estes ultrapassando em dezembro o valor importado dos primeiros. 

A Argentina foi responsável por  22,5% das importações. O país se mantém como grande fornecedora de trigo, agregando  valores expressivos de torres e pórticos de ferro e aço, além de itens já tradicionais variados de alimentação. 

Tribuna do Norte