Ano do voto: Urnas definirão os rumos do Estado e do Brasil

Mais que um ano eleitoral, em 2022 as gestões dos Governos estadual e federal serão testadas nas urnas, ainda dentro de um contexto de polaridade. Também estarão em discussão projetos para o País e o Estado. Os desafios para as gestões não se diferem daqueles dos anos anteriores, porém, o aumento da inflação, o déficit na educação, as demandas na saúde e as implicações da pandemia da covid-19 agravaram os problemas a serem enfrentados.

O consultor e ex-deputado federal, José Bezerra Marinho, destaca que o ano eleitoral é sempre o momento de se pensar no futuro, mas que enquanto não houver independência econômica do cidadão, isso ficará para segundo plano. “Ele vai votar por emprego, pelo prato de comida, porque recebeu alguns auxílios e termina achando que isso renderá voto a algum candidato, mas quem recebe votos dessa forma não tem nenhum compromisso com a sociedade. O desafio é merecer voto”,  ressalta.

Para tanto, o interesse dos governos não deve se voltar apenas para garantir mandatos, mas para pensar no futuro do cidadão. “Isso é muito difícil porque não está na nossa cultura. Muitas vezes a eleição é vista como se fosse uma safra, na qual se investe agora para colher depois. Se não houver alguém que acredite que é possível fazer diferente e que faça diferente, não muda. Temos um País em situação agonizante, mas se trabalha em cima de coisas utilitaristas e imediatistas para garantir votos”, enfatizou.

Para ele, o processo político-eleitoral é o momento de depurar o que está encontrando nos políticos. “Teve melhorias, mas a parte e o conceito estrutural da atitude do processo político não mudou. Quem quiser um futuro diferente, tem que fazer diferente do que fez nas outras eleições. Precisa mexer e ter forma diferente de agir e 2022 é a oportunidade de fazer isso. Não é possível que continuemos acreditando que regimes autoritários de direita ou de esquerda são valores da pátria”, reforça  José Bezerra Marinho.

Tanto na esfera nacional, quanto na esfera estadual, o presidente Jair Bolsonaro e a governadora Fátima Bezerra (PT) são candidatos “naturais” à reeleição.   O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva polariza por enquanto a disputa com Bolsonaro.

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