“Radicais nunca me intimidarão”, diz Ciro após sofrer ataques

Um dia após sofrer ataques durante o ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em São Paulo, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) concedeu uma entrevista coletiva para pedir um cessar-fogo entre os partidos de oposição, com o objetivo de concentrar forças para derrotar o chefe do Executivo.

“Estamos propondo uma amplíssima trégua de Natal”, disse ele neste domingo (3). “Uma trégua numa guerra de verdade é o apelo a um momento de respiro, no qual muitos episódios aconteceram. Só na noite do Natal vamos parar de atirar uns nos outros”.

Quando o assunto for Bolsonaro e o impeachment, a gente deve esquecer tudo e convergir para esse raríssimo consenso, que é difícil – Ciro Gomes.

Ontem, Ciro foi alvo de críticas feitas por um integrante do PCO (Partido da Causa Operária) no principal carro de som do ato na Avenida Paulista, onde mais tarde realizou o seu discurso ao som de vaias e xingamentos. Após a sua fala, ele ainda foi alvo de uma tentativa de agressão enquanto tentava deixar o local. Segundo a equipe do presidenciável, o ataque partiu de militantes petistas.

A reportagem do UOL presenciou manifestantes atirando pedaços de madeira contra o veículo onde Ciro estava. Houve tumulto e a polícia utilizou spray de pimenta para dispersar a confusão.

Com informações do UOL