ICMBio autua barco de pesca flagrado em área de preservação ambiental do Atol das Rocas

Embarcação flagrada por drone no Atol das Rocas — Foto: ICMBio/Cedida

Um barco de pesca foi autuado neste fim de semana, após ser flagrado jogando redes na área de reserva ambiental do Atol das Rocas – a primeira unidade de conservação marinha do país – localizada há cerca de 270 km de Natal.

A embarcação foi flagrada por um drone usado pela equipe Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e poderá ser multada em até R$ 30 mil, além de R$ 500 por cada animal resgatado das redes. De acordo com Maurizélia de Brito Silva, chefe da Reserva Biológica do Atol das Rocas, o caso também foi comunicado ao Ibama, à Marinha e será oficiado à Polícia Federal.

“Este barco sabe da proibição, e já tinha vindo aqui outras vezes, mas dessa vez conseguimos as provas. Também resgatamos animais que estavam na rede, que ele tinha acabado de colocar, inclusive espécies ameaçadas de extinção: um tubarão-lixa, duas raias, um peixe mero e 29 lagostas”, relatou.

Com a aproximação do barco de fiscalização, a embarcação se afastou, mas permaneceu na área de preservação.

Além de estar pescando em uma área proibida, a embarcação não tem licença para a pesca e não poderia estar navegando a mais de 20 milhas da costa, de acordo com a servidora, que atua no local há 30 anos.

De acordo com ela, mesmo após comunicado por rádio e apreensão da rede, o barco continuou na área de preservação ambiental até este domingo (13), quando deixou a região.

Atividades recreativas, de turismo, além de pesca e caça são proibidas no Atol das Rocas. São permitidas apenas ações de fiscalização, pesquisa científica e monitoramento ambiental.

“Aqui é um berçário natural. Os animais vêm para o Atol para se reproduzir. Parte deles fica no Atol e os outros seguem por dispersão larval, pelas correntes marítimas para áreas que podem ter área de pesca. É um importante berçário natural, então não podemos permitir que embarcações pesqueiras continuem entrando nos limites na unidade de conservação”, diz.

Do G1 RN