Gripe: RN registra aumento de 24 casos de H3N2 em dois dias

O vírus responsável por surtos de gripe nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, o H3N2 já infectou 37 pessoas nesses primeiros 20 dias do mês de dezembro. Chama a atenção o salto no número de infectados entre os dias 18 e 20 deste mês, que passou de 13 para 37 neste intervalo de tempo. Ou seja, um aumento de 24 casos em dois dias. Esse número representa um crescimento de 37% nos casos de influenza registrados no ano de 2020 pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap).

Além desses 37 casos de H3N2, o Laboratório Central (Lacen) investiga outros 56 casos positivos para Influenza. Há também uma investigação acerca do primeiro caso de co-infecção entre Influenza e Covid-19.

No ano passado, as pessoas mais atingidas por influenzas foram as mulheres, sendo 19 diagnósticos. Nos dois anos anteriores, 2019 e 2020, os casos de Influenza predominaram nos meses de março a maio. Nesse período, os municípios mais atingidos pela doença no Rio Grande do Norte foram Natal , Mossoró, Santana do Matos, Baraúna, Cerará-Mirim, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São José do Seridó.

Dentre o total de 110 diagnosticados com influenza, seja tipo A ou B, nos anos de 2019 e 2020, 34 foram à óbito, sendo 28 em 2019 e seis no ano seguinte. Isso representa uma queda de 20% nas mortes por influenza de uma ano para o outro.

De acordo com os dados da Sesap, seis não fizeram uso de antivirais. Já do total de pacientes que tiveram alta, 53 foram medicados com antivirais.

Preocupada com o rápido avanço da nova variante do coronavírus e do vírus H3N2, a Sesap reforça que a população deve se imunizar com as vacinas contra a Covid-19 e contra a Influenza. Para que isso seja viável, a pasta distribuiu 200 mil doses da vacina contra a influenza na última segunda-feira (13).

Em nota, a pasta responsável pela saúde no Estado afirma que “é necessário manter todos os cuidados não farmacológicos, com o uso correto da máscara em locais abertos e fechados, a higienização das mãos e o uso do álcool 70”.

A bióloga Wanessa Araújo está gripada. Ela conta que os sintomas começaram de forma muito abrangente. “Achei que era faringite mas depois uma dor de cabeça muito forte permaneceu; presença de secreção, muita dor de cabeça e cansaço”, relata ela, acrescentando que garganta incomoda mas não chegou a evolui pra dor. “Fica a sensação de irritação. Diferente de outras variáveis não aparece o olho lacrimejando, nem espirros, nem coriza constante.”

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