Em depoimento secreto à CPI, investigado fala sobre propina

A CPI da Covid-19 ouviu ontem, em sessão secreta, o depoimento como investigado do dono da BioGeoenrgy, Paulo de Tarso Carlos, que “trouxe colaborações para a CPI, que são muitos importantes”, como o recebimento de propina por agentes públicos de fora do Rio Grande do Norte. 

A sessão reservada foi  realizada logo após o encerramento  da sessão ordinária da CPI da Covid-19, na sala da Procuradoria da Assembleia. “Paulo de Tarso trouxe elementos relacionados ao recebimento de propinas, que envolvem agentes públicos de fora do Rio Grande do Norte, e que nós vamos tentar validar com outras documentações que nós temos”, disse Kelps Lima.

O presidente da CPI afirmou que as informações trazidas por Paulo de Tarso Carlos “são de muita gravidade e também vai ser solicitada uma audiência com o procurador geral da República (Augusto Aras), onde  Paulo de Tarso se comprometeu a dar novas informações”, mais do que já consta em processo sigiloso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujas cópias já estão em poder da CPI da Covid-19.

Paulo de Tarso Carlos tinha depoimento marcado para ontem, assim como o gerente Administrativo do Consórcio Nordeste, Valderir Cláudio de Souza, e gerente de Finanças do Consórcio, Jesiel Soares da Silva, testemunhas no caso. Os dois últimos obtiveram decisões judiciais e permaneceram em silêncio na sessão, o que causou estranheza ao presidente da CPI, deputado Kelps Lima (Solidariedade). Os dois gerentes ficaram em silêncio.

Ao fim da sessão sigilosa às 17 horas, e da qual também participou o procurador da Assembleia, Sérgio Freire, o empresário paulista saiu escoltado por seguranças da Casa para um local seguro e em seguida partiu para embarque no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

Tribuna do Norte