Compra no comércio local é apontada pela CDL-RN como caminho para recuperação da economia e dos empregos

“A retomada da economia e dos empregos depende do consumidor local”, a afirmação é do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte, Afrânio Miranda, que defende a compra no comércio local como forma de gerar empregos e divisas para Natal e o Rio Grande do Norte.

Não é de hoje que o empresário levanta essa bandeira, desde 2015, quando assumiu a FCL RN ele trabalha junto com os presidentes das CDLs do Estado para fortalecer o comércio das cidades. A importância da compra no comércio local ficou ainda mais evidente durante a pandemia do Covid-19, e é por esse motivo que ele afirma constantemente que está nas mãos do consumidor a recuperação do comércio e da economia local.

“Estamos em um momento de recuperação da encomia, dos empregos, das vendas, e a pessoas precisam saber e entender que o comportamento delas, onde compram, onde vendem influenciam diretamente no desenvolvimento ou achatamento da cidade em que vivem. As empresas crescem na medida que as vendas crescem, logo geram mais empregos. Os impostos gerados com as vendas são investidos nas melhorias dos munícipios, então precisamos que o dinheiro circule dentro do nosso município e do nosso Estado para que todos ganhem”, enfatizou Afrânio Miranda.

Esse trabalho de conscientização da compra no comércio local vem sendo feito no Rio Grande do Norte há seis anos pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RN, por meio das Câmaras de Dirigentes Lojistas com o projeto Compre no RN, lançado em outubro de 2015 pela FCDL RN e abraçada nos municípios com campanhas como a “Sou Daqui, Compro Aqui” promovida pela CDL Parnamirim por exemplo.

“A ideia de quando criamos o Compre do RN era de despertar e resgatar nas pessoas o amor pela cidade onde vivem e poder de compra delas nas mudanças que tanto almejam. O poder de contribuir com o desenvolvimento da cidade, e de gerar mais empregos. Sinto orgulho da FCDL RN estar contribuindo com essa conscientização. Agora na pandemia vimos claramente a importância da compra no comércio local para movimentar a economia e manter viva empresas e empregos. Não estamos inventando a roda, estamos resgatando a valorização da nossa gente, dos nossos negócios, empregos, e economia ao desenvolver essa campanha e apoiar o comércio local. É nosso dever, nosso papel, mas precisamos da contribuição de todos, principalmente do consumidor”, finalizou o presidente da FCDL RN, Afrânio Miranda.

A fala do empresário é reforçada pelo secretário de estadual de tributação Carlos Eduardo Xavier que afirma ser fundamental para economia a compra no comércio local. “Dar preferência para empresas potiguares no momento da aquisição de produtos e serviços é fundamental para fomentar a economia.  Ao comprar em estabelecimentos daqui o consumidor está contribuindo para o desenvolvimento local, fortalecendo atividades econômicas, que são essenciais para geração de novos empregos para a população todo o RN, e principalmente ampliando a arrecadação, cujos recursos são investidos na melhoria dos serviços públicos. Além disso, o consumidor ganha vantagens também ao priorizar empresas locais.  É exemplo disso a Nota Potiguar, que já concedeu mais de R$ 6 milhões em prêmios em dinheiro e outros benefícios para usuários do aplicativo e instituições filantrópicas. A campanha só considera as compras feitas em empresas do Rio Grande do Norte, criando assim um ciclo virtuoso para a economia”, reforçou o secretário.

 A retomada da atividade comerciais vem aos poucos apresentando números positivos para economia. Em agosto a arrecadação do RN registrou alta de 23%. O total arrecadado é o maior do ano e, levando em conta os 12 últimos meses, só fica atrás do que foi recolhido em dezembro [tradicionalmente, um dos melhores meses em função das vendas de fim de ano] de 2020, quando o RN recolheu R$ 690 milhões. O recolhimento de ICMS foi o maior responsável pelo crescimento, já que esse imposto representou 92% do total arrecadado. Em agosto, esse tributo gerou um volume de R$ 610 milhões, enquanto em julho o valor tinha sido R$ 567 milhões e em agosto do ano passado R$ 420 milhões, o que significa um crescimento de 21% no comparativo com o referido período do ano passado.

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