Agora extinto, Bolsa Família injetava mais de R$ 7 milhões no RN por mês, aponta titular da Sethas-RN

Além do combate à fome, o programa de transferência de renda Bolsa Família contribuía diretamente para a economia. No Rio Grande do Norte, o incremento era de R$ 7 milhões por mês, de acordo com a secretária do Trabalho, da Habitação e da Assistência social (Sethas-RN), Íris Oliveira, que foi entrevistada no Programa Balbúrdia desta sexta-feira (5).

“Você tem uma movimentação da economia e não é pouca coisa. Não é somente um benefício para a família que recebe”, disse a gestora ao lamentar o fim do programa, que chegava a 15 milhões de famílias no Brasil.

Iris também alertou que “ainda não há informações para estados e municípios sobre Auxílio Brasil”, o novo benefício anunciado pelo governo federal.

“Por que está mudando? Porque eu quero. Porque eu quero tirar a marca do Lula”, Íris critica a decisão do presidente, Jair Bolsonaro (sem partido). “De quem é a governança nos estados e municípios desse auxílio, ninguém sabe”, completa.

“Se estivessem criando o auxílio com base em um diagnóstico consistente, apontando inclusive os problemas do Bolsa Família e propondo um programa mais avançado, ampliando o atendimento…, mas não é isso”, insiste ela, que é doutora em Assistência Social.

Por outro lado, o governo federal anunciou que é preciso estar com o Cadastro Único atualizado, o que tem gerado longas filas. Isso porque em 2020 e 2021, o Ministério da Cidadania suspendeu as atualizações devido a pandemia.

Íris destaca ainda que o antigo benefício era baseado no diálogo entre os três entes federativos e ainda integrava políticas de assistência, segurança alimentar, educação e saúde.

“Estamos falando de um programa consolidado, com 18 anos, reconhecidamente vitorioso e competente mundialmente pelo que conseguiu produzir de tirar o Brasil do mapa da fome e muitas famílias da situação de extrema pobreza”, lembrou.

Fonte: Agência Saiba Mais