General Girão e outros 3 deputados usaram cota parlamentar para divulgar atos antidemocráticos

Cota parlamentar é dinheiro público e deveria ser usado para atividades ligadas ao mandato – Foto: José Aldenir

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta, em investigação, que quatro deputados do PSL, aliados do presidente Jair Bolsonaro, fizeram repasses de verbas para divulgar atos antidemocráticos. Entre eles, está o General Girão, deputado federal do Rio Grande do Norte.

O dinheiro era da cota parlamentar, verba pública que deveria ser usada para atividades ligadas ao mandato. Os valores usados na divulgação podem ter chegado a R$ 30,3 mil.

Além do parlamentar do RN, Bia Kicis (PSL-DF), Guiga Peixoto (PSL-SP) e Aline Sleutjes (PSL-PR) estão envolvidos.

O dinheiro da cota parlamentar desembolsado pelos deputados foi destinado à empresa Inclutech Tecnologia de Informação, que pertence ao publicitário Sérgio Lima. Ele é o responsável pela marca do partido que Bolsonaro pretende criar, o Aliança pelo Brasil.

Na semana passada, Moraes havia determinado a quebra dos sigilos bancários dos quatro parlamentares suspeitos de repassar cota parlamentar para divulgar os atos antidemocráticos, de outros cinco outros deputados e de um senador também bolsonarista.

Em nota, a assessoria do deputado General Girão afirmou que ele não financiou nenhum tipo de manifestação e que os contratos firmados com a empresa Inclutech foram para prestação de serviços relacionados à logomarca General Girão, à elaboração e manutenção do site do parlamentar e à produção de relatórios diários de notícias.

Agora RN