Empresa produz máscara em tecido para suprir carência do produto

Empresário Andriere Azevedo investiu na produção de máscara de tecido

Natal – Em meio à pandemia mundial, que espalha o vírus da doença COVID-19, muitas iniciativas de pessoas, empresários e empreendedores se apresentam como ações efetivas para minimizar as consequências devastadoras causadas pelo coronavírus. Este é o caso do empresário potiguar Andriere Azevedo dos Santos, que está produzindo nada menos do que 15 mil máscaras de tecido, reutilizáveis, que serão distribuídas gratuitamente e trocadas a partir das 15h desta quarta-feira (25) por produtos de higiene pessoal (sabonete) e de limpeza (água sanitária). Os produtos serão destinados à população carente, através de instituições assistenciais da capital.

A distribuição das máscaras acontecerá na loja das empresas do grupo Vitally Fitness & Praia, Box Tribos e Athletic Fit, localizada na Avenida Prudente de Morais, 3503, em Lagoa Nova, nas imediações do antigo Hiperbompreço. Além da entrega na fila formada, respeitando a distância mínima de 2 metros entre uma pessoa e outra, haverá a entrega através de drive-thru para motoristas que não queiram descer do carro.

As máscaras feitas em tecido têm sido uma alternativa para suprir a falta das máscaras de proteção respiratória convencionais, que não têm sido encontradas em farmácias e outros estabelecimentos que comercializam este tipo de produto. Vale ressaltar que a máscara de tecido não substitui a máscara de proteção respiratória, utilizada por profissionais da área de saúde e pacientes em tratamento médico. Contudo, se utilizadas conforme as orientações de uso, podem oferecer alguma proteção aos seus usuários.

Segundo Andriere Azevedo, a ideia de produzir as máscaras em tecido surgiu a necessidade de adquirir a máscara de proteção respiratória, que estava indisponível no mercado local. “Eu precisava adquirir para os meus colaboradores e não as encontrei em lugar nenhum. Nem mesmo em Mossoró, aonde temos loja”, justifica ele, explicando que pesquisou antes de iniciar a produção para verificar a eficácia e as controvérsias existentes à respeito do uso desse tipo de máscara que pretendia produzir.

O empresário, que também trabalha com a venda no atacado, lembrou que a pandemia surgiu muito rápido e que adotou como estratégia “sentir primeiro o mercado” nos 10 primeiros dias e como as academias fecharam, decidiu apostar no delivery para manter as vendas, ainda que com uma redução significativa.

Agência Sebrae

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