Venda de gasolina cai 80% em Porto Alegre

Mesmo postos em rodovias registram forte redução nas vendas /MARCELO G. RIBEIRO/JC

Os postos de combustíveis estão entre os diversos setores que sofrem com os reflexos da pandemia do coronavírus. No entanto, os impactos nos revendedores de Porto Alegre e do Interior do Estado são distintos.

Enquanto na Capital gaúcha o presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, estima uma queda do consumo de gasolina de cerca de 80%, nos municípios interioranos deve estar na ordem de 30% a 40%.

O dirigente argumenta que o consumo no Interior, muito puxado pela safra agrícola, faz com que as consequências nessa região sejam menores. As medidas de combate ao vírus adotadas na Capital, que possui um maior aglomerado de pessoas, também foram mais restritivas.

Dal’Aqua acrescenta que mesmo os postos situados em rodovias e que comercializam principalmente óleo diesel foram atingidos, também com uma redução entre 30% a 40%. O presidente do Sulpetro argumenta que, se por um lado ainda se manteve o transporte de cargas como alimentos, outras atividades, como os caminhões-cegonha que transportam carros, estão estagnadas.

Mais uma dificuldade citada por Dal’Aqua, além da diminuição no volume de combustíveis comercializado, é que as lojas de conveniência dos postos viram suas vendas caírem vertiginosamente. “O cenário é extremamente preocupante, não estamos desassociados da realidade nacional, temos que sair vivos, mas certamente sairemos machucados”, frisa o presidente do Sulpetro.

Ele lembra que o segmento de revenda de combustíveis tem como característica margens baixas e alto giro de produto o que faz com que seja duramente afetado pelo cenário atual.

Jornal do Comércio