Invasões de terra caem após início da gestão Bolsonaro

Nos primeiros cem dias de governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) registrou só uma ocupação de terra no país. Situação bem diferente da registrada no mesmo período de 2018, quando ocorreram 43 invasões de propriedades.

O discurso de Bolsonaro pela “criminalização” de movimentos tem solapado as iniciativas de ocupação de terra. Mas não é só isso.

O movimento está mais fraco também pela falta de financiamento do setor público, feito por meio de convênios, de entidades e organizações não governamentais, algo que não ocorria nos governos do PT.

Neste mês, que devia ser o marco da mobilização pelo país, os sem-terra nem sequer aparecem nos relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os dados são usados pelo governo para antever protestos.

As atividades dos sem-terra já estavam em ligeiro declínio de 2015 para cá, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e acabaram ainda mais esvaziadas neste primeiro trimestre.

Marcado para começar a partir de quarta-feira, o Dia Nacional da Luta pela Reforma Agrária terá atos limitados a marchas, comercialização de produtos agrícolas e plenárias de debates.

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